Os instantes dão as mãos e assim criam uma eternidade que insiste em ser circular... dentro de uma cabeça quadrangular!
e nossa mente - que roubamos dos alicerces famintos de uma natureza dita selvagem - insiste em monólogos cartesianos cheios de arestas, e por assim dizer... com fins.
o que falta a este cérebro é entender que uma dimensão em três é cheia de percalços, confundindo o pensamento com falsas concepções de términos e interrupções, solavancos poligonais de um pensar
cuboniano.
no entanto, para compreender a eternidade é preciso entender a esfera de dimensões de um pensamento libertador, sem arestas e assim, constante e ininterrupto...
o pensamento expande-se através das dimensões físicas, deixando as simples cartesianas xyz, para abraçar um eterno sem fim ou início, mas pleno de recomeços...
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